quinta-feira, 25 de abril de 2013

The Call of Cthulhu


O Chamado de Cthulhu - H.P.Lovecraft




"A emoção mais antiga e mais forte da humanidade é o medo, e o mais antigo e mais forte de todos os medos é o medo do desconhecido."


Um conto em livro fantasmagórico e como já de início no  próprio drama é dito: “A coisa mais misericordiosa do mundo, creio eu, é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo”. E é nisso que H.P.Lovecraft trabalha em suas obras e na então declarada The Call of Cthulhu , na tradução literal O Chamado de Cuthulhu, último  nome impronunciável e por que não dizer, incompreensível. O autor  nos dá o livre arbítrio para o “gesticular” ao bel prazer o ‘apelido’ de seu mais alto e formidável monstro, Cthullu. Palavra essa impossível de ser dita pelos órgãos da fala humanos, tão antiga como o próprio ser o qual lhe é atribuído o dado nome.


Um mitologia criada e moldada por esta história em que investigadores criminais vão em busca se seitas muito desconhecidas pelo padrão de vida do homem branco estadunidense; ou pelo padrão modo de vida de qualquer um que então se depara com cerimônias muito antigas de adoração a deuses de tempos muito mais longínquos, mais velhos que o próprio alvorecer de nosso planeta terra. Cultos realizados por sob terras e pântanos de difícil acesso. Vindos de mundos e dimensões impossíveis de serem compreendidas pelos olhos e mente do homem.

Mesmo que pelas declarações lacônicas de um dos adoradores do culto “satânico” (entenda satânico tudo o que designa a uma adoração, que no caso, se faz a algo que mais pareceria um demônio para as religiões cristianizadas ocidentais); e que na trama é assim narrado e de difícil compreensão aos homens da lei. Apesar das poucas evidências, coletando-as uma a uma se chega ao tão incompreensível ser, o qual até o mencionar se torna periculoso e deveras horripilante. No desenrolar da história nos deparamos com sonhos e irrealidades vividas pelos protagonistas.

Aos ditos ‘mestiços’ por Lovecraft, apenas poder-se-ia cultuar os seres vindos das estrelas; e no drama nos é apresentado, em uma de suas rondas, pela polícia local, um monólito feito de uma pedra esverdeada, símbolo do que seria o deus cultuado por ritos africanos inaceitáveis pelas autoridades locais. Um grupo de pesquisadores de antiguidades do fictício Centro Universitário Arkham é chamado para uma visão mais analítica da exótica peça encontrada. Fatos que no decorrer do drama vêm a nos mostrar que a dita estátua representaria o mítico senhor das trevas e dos oceanos mais profundos; o temível Cthulhu.

Obra a qual fora incumbida diversas outras obras do universo lovecraftiano, como o já relatado aqui, Nas Montanhas da Loucura, dentre tantas outras ‘masterpieces ‘que serão  num futuro próximo, temas daqui do Café. Afinal, dever-vos-ei sempre proporcionar tudo o que há de melhor; seja no campo da literatura, da música, do cinema e das demais artes que inclusive;  O chamado de Cthullhu fora  o ‘protagonista’, em diversos trabalhos como na canção do grupo Metallica,  na adaptação das telonas no melhor estilo noir (se queres entender o que é cargas d’água “noir”, favor procurar por Blad Runner); e no cultuado O Chamado das Trevas, um tratado escrito por Mike Mignola, autor de HellBoy. Dentre outras artes da cultura pop, frutos da genialidade dos fans e do próprio Lovecraft.



O Inominável.




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